Resultados na rotina de Delci Ruver, 78, abrem caminhos para a pesquisa com canabinoides, realizada pela Unila, em Foz do Iguaçu
“Sou outra pessoa agora e todo mundo tem percebido isso. Meu dia a dia mudou em tudo. Eu me esquecia de coisas básicas, saía de casa para ir a um lugar e parava em outro totalmente diferente. Agora não, eu vou e volto, durmo bem, acordo mais disposto e faço meu chimarrão”.
Com essa retomada da qualidade de vida, a história de Ruver se tornou conhecida recentemente pelo fato de ele ter participado de um estudo pioneiro no Brasil sobre o uso de óleo da cannabis em pessoas com Alzheimer.
Diferente de outras pesquisas que vêm sendo conduzidas em todo o País, o estudo da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu (Oeste), avalia os efeitos do uso diário de um extrato composto por THC (Tetrahidrocanabinol) e CBD (Canabidiol).
Os resultados após 22 meses de acompanhamento mostraram que Ruver teve uma reversão dos sintomas com melhoras no humor, sono e memória, além da doença se manter estável. “A doença de Alzheimer evolui muito rápido. Em aproximadamente cinco anos após o diagnóstico, o paciente tem perda cognitiva significativa. Esse é um dado importante porque nenhum medicamento convencional disponível hoje é capaz de barrar a progressão da doença, além do fato de não promover uma recuperação da autonomia como observamos nesse paciente”, diz a farmacêutica Ana Carolina Ruver Martins.
Micaela Orikasa – Grupo Folha
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