O estudo piloto que desenvolvi na Unila, mostrou que a Cannabis pode melhorar os sintomas do Parkinson!
A Cannabis pode ajudar no Parkinson. Meu estudo piloto demonstrou que a Cannabis tem potencial para tratar os sintomas motores dessa doença.
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Há seis anos venho estudando e conduzindo pesquisas para desvendar o potencial terapêutico da Cannabis sobre os sintomas motores e não motores da Doença de Parkinson.
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Nesse período realizei na Unila estudos piloto sobre o tema.
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Em um desses estudos, quatro pacientes fizeram o acompanhamento do tratamento do Parkinson com os Cannabinoides THC e CBD em baixas doses, de até 1mg ao dia, juntamente com seu tratamento convencional. Vocês podem verificar os resultados parciais desse estudo aqui.
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Os pacientes relataram que com o tratamento eles travavam menos durante o dia, seus movimentos melhoraram, conseguiam fazer suas atividades do dia-a-dia com maior facilidade, conseguiam dormir bem durante a noite e sentiam-se melhor.
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Sabe porque esse potencial da Cannabis da Doença de Parkinson? …
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O nosso cérebro produz substâncias muito parecidas com as que existem na planta Cannabis. Com isso, nós temos oque chamamos de sistema endocanabinoide. As substâncias desse sistema que produzimos, servem para regular as funções cerebrais, inclusive o nosso movimento. Quando temos alguma doença, como o Parkinson, o sistema endocanabinoide não é auto-suficiente e com isso os sintomas dessa doença podem começar a aparecer.
Por isso, considerando que as substâncias presentes na cannabis, como o THC e o CBD conseguem se ligar nos mesmos lugares que as substâncias do sistema endocanabinoide, eles tem o potencial de regular e facilitar o nosso movimento.
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Na figura abaixo temos a demonstração de uma pacientes que participou do meu estudo realizando o movimento de flexão de quadril. Percebam que no gráfico de cima, existe uma linha quase contínua, ou seja, não houve amplitude de movimento, o que quer dizer que o paciente não conseguiu levantar sua perna.
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Já no segundo gráfico, percebe-se amplitude de movimento, indicando que o paciente em questão conseguiu fazer uma sequencia desse movimento.

Se você quiser saber mais sobre os resultados desse estudo clique aqui.
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